País com potencial para duplicar reservas de gás


As perspectivas de novas descobertas de reservas de gás natural são animadoras, prevendo-se que até 2030 o país possa ter o dobro dos actuais 180 trilhões de pés cúbicos encontrados na bacia de Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Esta posição foi defendida na cidade de Tóquio, no Japão, pela Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, que se encontra naquele país asiático a participar na na 6ª Conferência sobre a produção e consumo de Gás Natural Liquefeito (LNG).

Segundo Klemens, o Governo elegeu os mercados da Ásia, incluindo o Japão, para sustentar a despesa que tem sido necessária durante a exploração de águas profundas, um processo parcialmente favorecido pela crescente demanda global de fontes de energia mais limpas.

“A nossa localização é estratégica para responder aos mercados da Ásia do pacífico e do Atlântico ou para aumentar as oportunidades no Médio Oriente e no subcontinente indiano. Por isso, fomos identificados como um novo foco mundial emergente para o fornecimento de LNG. O gás moçambicano é de excelente qualidade, o que confere uma vantagem competitiva em termos de custo” frisou.

Num outro desenvolvimento, a ministra disse que ainda persistem desafios impulsionados pela transformação do mercado do LNG e que incluem a passagem do modelo tradicional, onde a segurança de fornecimento e localização a longo prazo era o fundamental para os compradores, para uma época em que os clientes buscam flexibilidade e comercialização seguras.

Importa frisar que, apesar das alterações significativas no mercado internacional, a produção e comercialização de LNG é a única opção para desenvolver economicamente os reservatórios existentes em águas profundas superiores a 2.000 metros, sendo nesse âmbito que estão em curso acções concretas para a viabilização do gás do Rovuma.

É neste contexto que fruto de um contrato com a BP, que assegura a compra do total da produção do gás da Área 4 por um período de mais de 20 anos, no passado dia 1 de Junho, foi tomada a decisão final de investimento por parte das concessionárias, tendo sido assinados os contratos de financiamento num valor de 4,75 mil milhões de dólares, sendo um dos maiores investimentos em Moçambique.

Ainda sobre a Área 4, no dia 5 de Setembro, o Governo aprovou o decreto que autoriza que Exxon Mobil conduzir as operações em terra, incluindo a liquefação de gás natural nas futuras infra-estruturas de LNG.

Também a 10 de Agosto, o Executivo rubricou contratos de concessão marítima para garantir a construção das infra-estruturas para a descarga dos materiais para a construção das instalações de liquefação, bem como do carregamento do LNG em navios de grande tonelagem para exportação aos mercados internacionais.

A 6ª Conferência sobre a Produção e Consumo do Gás Natural Liquefeito (LNG), que decorre em Tóquio, junta mais de 1000 personalidades, dentre governantes, empresários e especialistas em LNG e visa debater os desafios para o mercado deste produto.

 Fonte: Jornal Notícias

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